# Escritoras | Simone de Beauvoir


«Mulheres, vocês lhe devem tudo!»
Elizabeth Badinter

Simone nasceu em Paris, em 9 de janeiro de 1908. Foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa. Nasceu em uma família burguesa, mas em sua juventude decidiu desligar-se de suas origens.

Conheceu Jean-Paul Sartre em Sorbonne no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação que lhes permitiu compatibilizar sua liberdade individual com sua vida em conjunto.
Foi professora de filosofia até 1943 em escolas de diferentes localidades francesas, como Ruão e Marselha. Em seu primeiro romance, A convidada (1943), explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual, temas que aborda igualmente em romances posteriores como O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), obra pela qual recebeu o Prêmio Goncourt e que é considerada sua obra-prima.
As teses existencialistas, segundo as quais cada pessoa é responsável por si própria, introduzem-se também em uma série de quatro obras autobiográficas, dentre as quais destacam-se Memórias de uma moça bem-comportada (195 8) e Tudo dito e feito (1972).

Suas obras oferecem uma visão sumamente reveladora de sua vida e de seu tempo. Entre seus ensaios críticos cabe destacar O segundo sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, onde tece críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimônia do adeus (1981), onde evoca a figura de seu companheiro de tantos anos, Jean-Paul Sartre. “O prazer sexual na mulher é como um tipo de feitiço; demanda completo abandono; se palavras ou movimentos se opõe à magia da carícia, o feitiço se quebra” (12Jun2006).

O Segundo Sexo, obra de Beauvoir, é considerado até hoje por muitos o alicerçe teórico do feminismo contemporâneo. Quando a escritora faleceu, em 1986, a filósofa Elizabeth Badinter declarou: “Mulheres, vocês lhe devem tudo!”.

Seu relacionamento com o pensador Jean-Paul Sartre foi uma das coisas mais escandalosas para a boa moral de seu tempo - e, com certeza, para a boa moral do nosso também. Ao invés de um casamento formal, mantiveram durante toda sua vida uma relação aberta a muitos outros amantes. Amantes em comum, inclusive.

1 Comentário(s)

  1. Comentário por Alessandra on Fevereiro 21, 2008 12:29 pm

    devemos tudo sim e todas nós deveríamos saber disso e procurar ler mais sobre ela.

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